domingo, 20 de julho de 2014

Santo Apolinário

Um santo do início da Igreja, foi ordenado por São pedro Apóstolo:

Santo Apolinário foi de Antioquia a Roma com São Pedro, onde foi ordenado pelo Príncipe dos Apóstolos. Em seguida, foi enviado a Ravena para lá pregar a fé.

Sua primeira obra, ao chegar àquela cidade, foi a de devolver a visão ao filho de um soldado ao qual ele havia pedido abrigo; alguns dias depois, curou a mulher de um tribuno, que padecia de uma doença incurável. Isso foi o suficiente para causar a conversão de um grande número de pessoas, e logo formou-se na cidade uma cristandade florescente.

Levado diante do governador pagão, Apolinário pregou Jesus Cristo, desprezou o ídolo de Júpiter e viu-se expulso da cidade pelo furor popular, que o deixou semi-morto.

Após algumas pregações nos países vizinhos, Apolinário retornou a Ravena e foi à casa de um nobre patrício que havia mandado chamá-lo para curar sua filha, que estava à morte. Mas o apóstolo só apareceu no momento em que a doente deu o último suspiro. Chegando perto do leito fúnebre, o santo dirigiu a Deus uma fervorosa oração: 

“Em Nome de Cristo, minha jovem, levanta-te”, disse ele, “e confesse que não há outro Deus além d’Ele!” 
A moça levantou-se, cheia de vida, e exclamou:
“Sim, o Deus de Apolinário é o Deus verdadeiro!”

Em seguida a este novo prodígio, trezentos pagãos se converteram e receberam o batismo, a exemplo da moça e de seu pai.
Mas o sucesso cada vez maior do cristianismo em Ravena logo desencadeou novas perseguições contra o apóstolo de Jesus Cristo. Ele precisou submeter-se a um novo interrogatório, que serviu apenas para avivar ainda mais a sua coragem e a dar-lhe ocasião de explicar os mistérios da nossa fé.

Apolinário teve que sofrer os mais atrozes suplícios, a flagelação, o cavalete, o óleo fervente, depois os horrores da fome numa prisão infecta. Mas Deus se encarregava de alimentá-lo através de Seus anjos. Os carrascos o exilaram na Ilíria. Este exílio deu-lhe condições de pregar a fé a novos povos e de espalhar, assim, a luz do Evangelho.

A perseguição o reconduziu a Ravena após três anos de ausência. Esta foi a última etapa de sua vida. Apanhado assim que desembarcou, Apolinário assombrou seus perseguidores ao fazer desabar, com apenas uma oração, o templo de Apolo. Devolveu a visão ao filho do seu juiz, dizendo-lhe: 
“Em Nome de Jesus Cristo, abra os teus olhos e veja!” 

Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua morte. A população de Ravena tornou-se exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto de seu primeiro bispo, considerado por eles um exemplo de santidade.

Dessa maneira se explica a grande devoção a ele, não somente em Ravena, mas em muitas outras localidades da Itália, da França e da Alemanha. Aliás, nessas regiões, foi amplamente difundida, devido os mosteiros beneditinos e camaldulenses que Apolinário ali fundara.
A data do martírio corresponde a 23 de julho, provavelmente durante o reinado do imperador Vespasiano. No local do martírio, no porto de Ravena, foi erguida no século VI a Basílica de Santo Apolinário em Classe.


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